Enxerto sintético

O que é?

O enxerto ósseo sintético se trata de enxertos produzidos em laboratório com materiais como a cerâmica, a hidroxiapatita sintética, o polímero, entre outros. Ele é formado por pequenos fragmentos do material escolhido e é posto na base óssea. Aguarda-se um período até que o enxerto seja totalmente absorvido pelo osso e, após isso, a colocação de implantes já se torna possível.

Embora possa ser realizado em consultório odontológico, a realização do enxerto sintético não deixa de se tratar de um procedimento cirúrgico, portanto, necessita que seja feito por profissionais experientes e em ambientação adequada, com todo o aparato necessário às quaisquer intercorrências que possam surgir.

Esta técnica apresenta uma vantagem considerável por ser realizada em apenas uma etapa, e não em duas como costuma ocorrer quando o procedimento é feito com osso do próprio paciente.

Ele pode ser utilizado para solucionar questões que tornam difíceis a colocação dos implantes por conta de falta de volume ósseo e outros defeitos. É indicado também para a reconstrução óssea na falta de espessura ou altura necessária no maxilar do paciente, constituindo uma estrutura para a colocação do implante.

A reabsorção óssea que é iniciada assim que o dente e a raiz são perdidos é um dos principais responsáveis pela perda de volume ósseo.

O enxerto sintético pode ainda ser utilizado, por exemplo, em cirurgias para o levantamento do seio maxilar. Utiliza-se o material sintético como forma de preenchimento da cavidade que se apresenta depois do levantamento do seio, para que se seja feita a indução de regeneração óssea que permite a colocação do implante.

Que tipos de enxertos ósseos sintéticos estão 

disponíveis?

Usualmente manipulados em laboratórios de ponta com experiência em pesquisa, os enxertos ósseos sintéticos possuem segurança quanto à biocompatibilidade dos materiais com o organismo humano, de modo a evitar possíveis rejeições ou quaisquer outros tipos de problemas decorrentes dessa interação entre o corpo humano e um material externo.

Como já dito anteriormente, os principais componentes dos enxertos sintéticos costumam ser polímeros, cerâmicas, hidroxiapatita sintética e ainda outros minerais.

O principal intuito da utilização desses tipos de materiais é auxiliar na reconstituição do tecido ósseo e na manutenção do volume no local. O componente sintético aplicado vai pouco a pouco sendo absorvido pelo corpo e passa a ser substituído pelo osso natural. E por se tratar de pequenos pedaços fragmentados, o enxerto ósseo sintético permite ao profissional que o utiliza uma grande variedade e maleabilidade de uso do produto.

Como é o procedimento?

Primeiramente, é necessário que o paciente passe por avaliação clínica com o implantodontista e, além disso, realize exame, normalmente uma tomografia computadorizada de toda a arcada dentária, para se certificar de que a base óssea se encontra apta a receber o implante.

Depois de localizada a região onde será colocado o pino do implante, o paciente recebe anestesia local, porque será feita a incisão do tecido para se chegar até a base óssea. O dentista faz uma mistura do enxerto sintético com uma pequena quantidade de sangue do paciente. Coloca-se esta mistura na área em questão e se faz as correções necessárias. É importante a utilização do sangue para que ele vitalize a formação óssea do local.

Num período entre 6 e 12 meses, espera-se que o osso esteja totalmente regenerado e daí possa ser realizado o implante. Durante este tempo de aguardo até que o implante seja possível, é recomendado ao paciente que evite mastigar alimentos duros na região em que foi realizado o enxerto e também que não pratique atividades que possam ocasionar traumas na mandíbula como, por exemplo, esportes de grande impacto.

Quais as vantagens do enxerto sintético?

A principal vantagem do enxerto sintético em comparação aos feitos com material natural é que com o sintético não há a necessidade de se fazer mais de uma cirurgia, como acontece, por exemplo, em enxertos autógenos, que são aqueles em que é utilizado o próprio osso de alguma outra região do corpo do paciente no enxerto. No sintético também não é necessário utilizar osso humano de banco de tecidos.

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