Enxerto Autógeno

Enxertos Ósseos

Enxertos ósseos são utilizados em uma técnica que consiste na ampliação da altura e espessura óssea de determinado local, para a colocação de um implante dentário. Esse procedimento é realizado para que os pinos sejam colocados com uma maior segurança e eficiência.

Um enxerto é um fragmento de tecido ou órgão, transplantado de um local, para outro com necessidade. Os enxertos podem ser transplantados de um indivíduo para o outro, ou mesmo de áreas diferentes do próprio paciente. No caso da odontologia, o fragmento utilizado é do tecido ósseo.

Os desgastes nos ossos, podem acontecer por inúmeros motivos. Entre os mais comuns estão a perda precoce dos dentes, traumas, infecções ou até mesmo anomalias de desenvolvimento.

Existem basicamente 3 principais tipos de enxertos ósseos para implantes. São eles:

  1. Alógeno;
  2. Xenógeno;
  3. Autógeno.

Neste conteúdo nós trataremos do tipo autógeno. Iremos entender exatamente o que ele é, qual a sua origem, e quais são as formas de utilização. Continue a leitura!

Definição

enxerto ósseo autógeno é aquele extraído do próprio paciente. Pode ser extraído da tíbia, mandíbula, da bacia, da parte posterior da boca, dentre outros. Esse é considerado o melhor tipo, pois como pertence ao próprio indivíduo, as chances de rejeição pelo corpo são quase nulas, apesar de ainda existirem.

Outro ponto que vale ser ressaltado é que esse tipo é obviamente gratuito, o que reduz bastante o custo do procedimento. Como já falado, são aplicados quando há a necessidade para que um implante seja feito.

Tem que ser dessa forma, pois para a prótese ser fixada, é preciso que um pino seja colocado no local. Ele funciona como a raiz do dente e por isso deve ser instalado.

Os implantes dentários são muito importantes. Além de melhorarem a autoestima do paciente, a falta de algum ou vários dentes influencia diretamente na fala e mastigação do indivíduo.

A falta de dentes pode levar à problemas que podem ocasionar inclusive a perda de mais dentes. Por isso é crucial cuidar do problema e não tratar como se um dente fosse algo dispensável.

Origem

O primeiro registro que se tem do uso da técnica, relata o ano de 1682, onde um holandês chamado Van Meeken, realizou um transplante do tecido ósseo de um cão para reparar um defeito no crânio de um homem. Contudo ele teve que retirá-lo para que não sofresse a excomunhão da igreja católica, que era bastante poderosa na época.

Já a primeira utilização de enxertos ósseos autógenos foi feita em 1821, por Philip Walter, 139 anos após o feito de Meeken.

Formas de Utilização

Como já foi citado, o enxerto serve para reparar um desgaste ósseo. Obviamente, cada quadro clínico deve ser avaliado individualmente para maiores chances de sucesso. Isso se deve pelo fato de que, dependendo do quadro, um local diferente é escolhido como fonte doadora.

Para áreas pequenas e médias geralmente as áreas doadoras que são selecionadas são o mento, que fica localizado na parte inferior da mandíbula, o túber, que está localizado na caixa craniana, e a área retromolar, que se encontra na parte interior da mandíbula.

Para áreas de reconstrução maiores, normalmente as áreas doadoras escolhidas são o osso ilíaco, que faz parte da bacia, a calota craniana que se encontra na parte superior do crânio, a tíbia, e até mesmo a costela.

Vale destacar que a retirada de um fragmento da área doadora não causará nenhum dano a quem se submeter ao procedimento. Os locais escolhidos não são aleatórios, e foram selecionados através de muito estudo, pensando sempre em não afetar a qualidade de vida. Será basicamente como se nada tivesse acontecido.

A medicina evoluiu muito com a tecnologia, e a odontologia não ficou para trás no processo. Hoje já é possível a criação de enxertos sintéticos para a utilização, que têm ótima qualidade, mas ainda assim, os autógenos ainda são os mais seguros, práticos e eficientes.

A palavra transplante pode causar um certo receio, mas é importante frisar que todo o procedimento é feito por profissionais competentes e que estudaram anos para exercer aquela profissão.

Além disso, tudo é estudado de modo minucioso, para que seja cientificamente comprovado que o tratamento é eficaz. Além disso, nada que pudesse gerar danos a alguém seria aprovado ou praticado.

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