Enxerto ósseo

A perda de material ósseo é muito comum quando há problemas aliados à raiz dentária, surgindo a necessidade de fazer implante no local. Nesse caso, o profissional recorre ao enxerto ósseo para ocupar esse espaço e fazer a colocação do pino metálico e posteriormente a coroa.

Considerando a importância do enxerto, a prática evoluiu nos últimos anos e temos hoje uma diversidade de tipos de enxerto, que se adéquam à necessidade do paciente. Dessa forma, vamos detalhar as informações a respeito do enxerto, afinal, quanto mais profissionais souberem das novidades desse setor, mais qualidade e eficiência podem oferecer aos seus pacientes. Veja!

O que é enxerto ósseo?

O enxerto ósseo nada mais é do que a implantação de materiais que supram a demanda de perda óssea, muito comum em caso de necessidade de implantes, por exemplo.

Essa prática acontece desde o século XX e começou por meio do enxerto autógeno, onde o próprio tecido ósseo do paciente é usado para enxerto. Ainda em 1821, Philip Walter foi o primeiro a utilizar enxerto retirado de seu próprio paciente para tratar defeitos ósseos.

O mais comum hoje é fazer isso retirando parte do osso do paciente, como foi no início do uso dessa técnica. Por outro lado, com advento de técnicas ainda mais avançadas, é possível implantar com fragmentos de ossos de outras origens sem correr perigos.

Lembrando que o pino metálico precisa do enxerto ósseo para ser colocado para, então, receber a coroa e dar o resultado desejado, de naturalidade, recuperando a autoestima do paciente e a funcionalidade do dente antes lesionado.

Não menos importante, também há necessidade de uso do enxerto para outros casos, como de correção de volume da gengiva. Veremos mais adiante sobre esses usos de forma detalhada.

Membranas de colágeno

Quando o paciente possui perda óssea inicia-se o processo de restaurar e criar barreiras. Tudo para que não haja fibrose no local, ou seja, invasão de tecido conjuntivo fibroso, o que pode ser um problema durante o processo de reparo do tecido ósseo. Então, as membranas de colágeno entram como uma ótima alternativa para atuar junto ao enxerto ósseo.

Elas funcionam como barreiras mecânicas durante o processo de restauração e implante. Além disso, favorece a regeneração durante a osteogênese, por ser um agente hemostático natural. Sem dúvida, a matéria-prima mais compatível e adequada para o processo.

Tipos de enxerto ósseo

Há quatro alternativas quando falamos sobre enxerto ósseo: sintético, autógeno, homógeno e heterógeno. Cada um desses tipos vai apresentar vantagens e desvantagens.

Enxerto sintético: Como a sua nomenclatura já sugere, o enxerto sintético é aquele feito a partir de materiais com compatibilidade com tecidos humanos. São, por exemplo, a cerâmica, hidroxiapatita sintética ou polímeros.

Enxerto autógeno: Esse tipo de enxerto é retirado do organismo do próprio paciente, o que pode ser intrabucal ou extrabucal. O fragmento de osso será retirado de uma parte doadora, sendo que o tamanho vai depender da demanda do procedimento. A quantidade de até quatro dentes ausentes pode ser suprida com enxerto retirado da boca.

Em caso de ser mais que quatro dentes, é preciso recorrer a áreas do organismo que tenham mais quantidade óssea. Normalmente ficam localizadas na calota craniana (cabeça) ou na crista ilíaca (bacia).

Enxerto homógeno: Nesse caso o enxerto é retirado de doador não vivo, autorizado pela ANVISA, por meio de bancos de ossos cadastrados. Essa burocracia é necessária por conta da proibição de venda de órgãos, sendo dentistas autorizados a utilizar os bancos de tecidos. Para esse fim são feitos diversos testes, a fim de confirmar que não há nenhum tipo de contaminação no fragmento.

Enxerto heterógeno: Por fim, o enxerto heterógeno é retirado a partir de doador não humano, normalmente bovino. A comercialização nesse caso é autorizada e os fragmentos passam por testes também para esterilização.

Claro que cada um desses tipos deve servir a necessidade do paciente e apresentam prós e contras. Porém, as indicações são sem dúvida de enxertos do tipo autógeno, por conta de não ser superado por outro biomaterial, é o melhor padrão que o paciente pode receber. A grande desvantagem é a necessidade de duas cirurgias, incluindo a de retirada do material para enxerto.

Procedimentos com enxerto

A perda do dente e de tecido ósseo podem ter diversos motivos, desde lesões até patologias. Então, separamos alguns casos nos quais o enxerto é um aliado no tratamento.

Preenchimento alveolar

O alvéolo é uma cavidade da mandíbula e do maxilar, na qual os dentes estão alojados. Quando há alguma lesão é preciso fazer o preenchimento desse espaço para manter a sustentação dos dentes.

Se o paciente perde seu dente, o organismo elimina a cavidade, o alvéolo deixa de existir. Então, se há implantação de pino e coroa, há também a necessidade de suprir esse preenchimento, que é feito com o uso de enxerto ósseo.

Correção de volume

Na perda óssea também ocorre perda de volume ósseo na boca, assim, o enxerto pode atuar na correção de volume, seja no uso de blocos ou fragmentos de ossos. Pequenos ou grandes defeitos ósseos podem sanados com essa técnica, trazendo para o paciente a chance de adequar sua anatomia para colocação de implantes.

Lesões intraósseas periodontais e decorrentes de patologias
As perdas ósseas podem ocorrer por causa de lesões e patologias. É o caso, por exemplo, da osteíte condensante, que acontece por meio de inflamações no tecido ósseo, ocasionando na necessidade de suprir perda óssea com enxerto durante o tratamento.

Regeneração óssea

O processo de regeneração óssea também acontece com ajuda de enxerto e barreira mecânica, como é o caso do colágeno que citamos antes. Há a reconstrução do alvéolo e todo o processo colabora para que haja recuperação do local, influenciando positivamente para regeneração do tecido, inclusive com inserção de barreira mecânica para evitar fibrose.

Esse processo de regeneração para colocar posteriormente o implante pode ter um intervalo de até 12 meses, a depender da recuperação do próprio paciente.

Existe rejeição em caso de enxerto ósseo?
A evolução de ferramentas e processos usados hoje permite que a odontologia não espere rejeição desse tipo de procedimento. Ainda quando o enxerto ósseo não foi retirado do próprio paciente, há procedimentos que inibem ação de agentes que possam causar rejeição.

Com isso, não há razão para que o paciente tenha objeção em realizar o procedimento. Por outro lado, com a disseminação de falsas notícias, principalmente online, há pessoas leigas que acreditam nisso.

Infelizmente mitos se espalham e é comum que conceitos errados cheguem até os pacientes, sendo uma oportunidade de combater esses mitos, como é o caso da rejeição de enxertos ósseos. Não fazer não é uma opção, já que o quadro pode se agravar e gerar vários problemas estéticos e funcionais.

Esses são os conceitos e aplicações por trás do enxerto ósseo, técnica que permite a restauração após perda óssea. O que acontece por distintos motivos, como pudemos ver. Considerando que o trauma dentário é algo mais frequente relacionando a outras lesões e patologias, contar com boas técnicas e materiais para enxerto é o melhor caminho.

Assim, é possível recuperar as funções do dente que foi perdido junto à perda óssea, trazendo de volta a autoestima do paciente e funções do dia a dia, como mastigação. E, apesar de alguns pacientes chegarem com receio do procedimento, é totalmente seguro e cada vez mais aprimorado por novas tecnologias.

Também queremos o melhor para os seus pacientes, por isso fornecemos materiais de qualidade e confiança para procedimentos como esse. Veja mais conteúdos como esse em nosso blog ou entre em contato conosco pelo WhatsApp!

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