Coágulo sanguíneo: uma opção NÃO viável para a preservação alveolar

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A perda de elementos dentários leva a uma intensa remodelação do processo alveolar, resultando em alterações dimensionais importantes, que dificultam muitas vezes a instalação de implantes dentários. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar as alterações de altura e espessura que ocorreram em alvéolos dentários pós-extração. Para isso, 10 pacientes foram avaliados e submetidos à extração de elementos dentários e acompanhados no período pós-operatório, em que houve cicatrização natural. TCCB foram obtidas no pré-operatório e no pós-operatório de 3 meses e serviram de base para avaliar a perda de altura e espessura que ocorreu. O teste de correlação de Pearson com nível de significância de 5% foi utilizado para avaliar as alterações dimensionais. Os resultados mostraram que a perda vertical (média de 2,99 mm) foi maior que a perda horizontal (média de 2,52 mm). A análise estatística apontou a existência de correlação muito boa e significativa entre essas perdas ósseas e revelou ainda que quanto maior for a perda de altura, maior também será a perda de espessura. Em 8 dos 10 pacientes da amostra, foi necessário algum tipo de enxertia prévia à instalação dos implantes, aumentando a morbidade e o tempo de tratamento. Diante disso, concluiu-se que o coágulo não representou uma alternativa viável para preservação alveolar visando posterior instalação de implantes dentários.
Descritores: Alvéolo dental, alteração dimensional, regeneração tecidual